Aramà

Cantora italiana, Aramà lança álbum "As Luas de Wesak"

Se um dia resolverem produzir uma trilha-sonora para a diversidade, nem será preciso o trabalho de criação, pois esta já se encontra pronta no disco de estreia da cantora e compositora italiana Aramà.

12/11/2019 15h42
Por: Redação
Fonte: Assessoria de imprensa
 Reprodução / Imprensa
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Se um dia resolverem produzir uma trilha-sonora para a diversidade, nem será preciso o trabalho de criação, pois esta já se encontra pronta no disco de estreia da cantora e compositora italiana Aramà.

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O próprio termo diversidade carrega em sua semântica o propósito do trabalho – é um substantivo feminino que caracteriza tudo o que é múltiplo. Melhor definição do conceito artístico de Aramà não existe.

Ela é italiana em nascimento mas uma cidadã do mundo por opção. Fala e canta em português, inglês, africâner, espanhol fluentes e mescla seus textos a sonoridades que, igualmente, desprezam quaisquer fronteiras.

As letras são o fio condutor de tal diversidade, ao misturar influências distintas sonoras sob um tema único, a feminilidade.

Daí a canção que abre o disco carregar tamanha importância, “As Luas de Wesak”. O satélite símbolo feminino em suas versões rosa e vermelha são as lunações da transformação. Na canção, sob atabaques, flerte com ritmos caribenhos, Aramà tece sob a produção de Boss in Drama o primeiro manifesto de feminilidade do trabalho. Traz a parceria com Slim Rimografia no vocal, onde ele insere elementos de hip hop no caldeirão.

O single vem na sequência do tema de abertura, “Intro”, que é uma peça de piano delicada com vocal melodioso a adorná-la e trata do mesmo tema por um canto em quase mantra – areia, amor e transformação. Areia que, aliás, marca “As Luas de Wesak”, com clipe registrado em reserva natural baiana e dunas potiguares.

Em “Ibeji” ela canta em português sobre um coro de mulheres para espantar o mal, em misto de roda de samba, percussão nativa e braços dados com pop oitentista, sob a produção de Renato Parmi e Eduardo Brecho. A música teve inspiração de encontro mágico que a cantora teve com a falecida avó, quando ela via também dois gêmeos, em rosa e azul, e a nonna a confortava dizendo que eram protetores.

“Lion’s heart” vem em inglês com trecho em africâner, passeia por synth pop e desagua em percussão africana sob produção do DJ Mista Luba e Décio 7. Com Rafael Mike, Aramà divide vocal em “Sambar in Love”, em italiano, português, espanhol cantados sobre um kick eletrônico e métrica hip hop nos trechos de Mike, a produção é também de Boss in Drama.

“Nipples” (mamilos) é explicitamente um manifesto do poder feminino em pop de pista meio reggaeton na produção de Boss in Drama. Logo pula para a mais que brasileira “Pizza com Guaraná”, que na verdade abre parecendo um jazz em baixo, bateria e piano até que um pop funkeado toma conta do som. Essa é mais uma colaboração com Boss in Drama.

“Rainha”, escrita com Eduardo Brechó, que também divide a produção com Renato Parmi, enaltece em mix de eletrônico, samba e sonoridade tropical o respeito que o homem deve às mulheres, pois nas palavras de Aramà “é preciso ser um homem forte para estar ao lado e igualar a força natural feminina”. E o disco fecha com “Thirteen”, produzido por Dj Cia, é um synth pop moderno sobre mulher que se apaixona por pessoa mais nova e a força feminina para dizer não a certas situações.

São sonhos, experiências, mensagens e influências de vida da artista italiana. “O princípio é o de quebrar a fronteira da sonoridade”, diz Aramà.

O êxito é pleno.

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