
A mulherada tá botando pra quebrar em todos os espaços, e nas Forças Armadas não ia ser diferente, né? Nesta segunda-feira (2), a nossa capital baiana viveu um momento que vai ficar para a história: a apresentação oficial da primeira turma de mulheres recrutas do Exército Brasileiro.
Ao todo, 57 jovens deram aquele passo à frente, bateram continência e passaram a integrar a tropa de Salvador. Elas são as primeiras combatentes incorporadas após a publicação do decreto nº 12.154, em agosto de 2024, que finalmente autorizou o alistamento feminino nas Forças Armadas.
A cerimônia emocionante de incorporação rolou na Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército. Com a farda e muita disposição, as jovens passam a integrar a 6ª Região Militar, iniciando os trabalhos no batente como soldados recrutas.
O futuro é promissor para quem quiser seguir a carreira militar: elas poderão ser engajadas e promovidas às graduações de cabo e sargento em um período de até oito anos servindo ao Exército.
Diferente do que rola com os homens, o alistamento feminino é totalmente voluntário e acontece no ano em que as candidatas completam 18 anos. E não faltou mulher querendo vestir a farda, viu? Em todo o Brasil, mais de 33 mil jovens se inscreveram para o serviço. A meta do Exército é incorporar 1.010 mulheres como soldados em 2026, incluindo as nossas 57 soteropolitanas.
O esquema lá dentro é de igualdade total, sem caô. As militares terão os mesmos direitos e deveres dos homens que já prestam o serviço militar. Isso inclui a remuneração, o adicional de férias, a contagem de tempo de serviço para aposentadoria e todos os outros benefícios garantidos por lei. A rotina pesada de treinamentos e as responsabilidades também serão exatamente as mesmas. Um verdadeiro marco de representatividade e força feminina!