
Quem vive a energia do Carnaval de Salvador sabe que o fervo faz parte, mas às vezes o negócio fica barril de verdade. Foi o que aconteceu com uma foliã no circuito Barra-Ondina durante o desfile do Bloco Coruja, no Carnaval de 2024, comandado por Ivete Sangalo. Após acionar a Justiça relatando ter sido "esmagada" no meio da multidão, a fã teve uma resposta dos tribunais: Veveta não tem culpa no cartório.
A decisão, que isentou a nossa musa baiana de qualquer responsabilidade, veio direto da Justiça do Rio de Janeiro. O juiz entendeu que a cantora estava ali apenas cumprindo o seu papel de atração contratada, sem ter a caneta na mão para decidir sobre a organização, os portões ou os horários do evento.
O bafafá todo rolou no dia 10 de fevereiro de 2024. A foliã que entrou com o processo contou que estava na pipoca/circuito esperando a saída do Bloco Coruja, que tava marcada para as 16h45. Mas a parada atrasou e virou um verdadeiro teste de paciência.
Por conta de problemas técnicos, o desfile travou e, só por volta das 19h30, anunciaram que o bloco do "Gigante" Leo Santana passaria na frente. Essa troca de ordem gerou um tumulto e uma superlotação daquelas. A mulher relatou que foi prensada pela multidão, ficou sem ar e acabou sofrendo um ataque de pânico no meio do sufoco.
Se Veveta saiu ilesa dessa bronca, alguém tinha que assumir o B.O. Com a decisão do juiz Marcos Antônio Cunha, do 1º Juizado Especial Cível de Niterói, a responsabilidade caiu toda no colo da organização. A produtora Pau D'Arco Produções e Eventos foi condenada a abrir a carteira e pagar uma indenização de R$ 1.500 à autora do processo pelo desgaste e pelo pânico enfrentado no circuito.
Resumo da ópera: no trio ela manda, mas na logística de fora, a culpa é de quem organiza o evento. Veveta segue plena e a produtora que lute para organizar melhor a folia!