
Sabe aquele engarrafamento barril que a gente pega de vez em quando na rotina? A Prefeitura de Salvador tá de olho numa solução que pode mudar o jogo da mobilidade na nossa capital: o transporte aquático urbano.
Para entender como a parada funciona na prática, uma comitiva soteropolitana desembarcou em São Paulo na última segunda-feira (23) para fazer uma visita técnica ao Aquático São Paulo, um sistema hidroviário que já opera com sucesso na represa Billings, na capital paulista.
A secretária municipal do Mar, Maria Eduarda Lomanto, e o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, foram conferir de perto o vaivém das embarcações. O sistema de lá funciona como um transporte público regular, só que pelas águas, garantindo uma viagem rápida, confortável e sustentável.
Para se ter uma ideia do impacto, no trajeto testado pela equipe da prefeitura, o tempo de viagem foi reduzido de mais de uma hora (por terra) para apenas 17 minutos pelo modal aquático. É mole ou quer mais?
Se em São Paulo deu certo na represa, imagina na nossa majestosa Baía de Todos-os-Santos! Segundo Maria Eduarda Lomanto, a nossa baía tem um potencial gigantesco que vai muito além do cartão-postal.
“A Baía de Todos-os-Santos é um patrimônio ambiental, cultural e econômico da nossa cidade, e também pode ser um grande eixo de mobilidade. Quando a gente observa o quanto o deslocamento pelo mar reduz o tempo de viagem e melhora a qualidade de vida das pessoas, fica ainda mais evidente que Salvador tem todas as condições de desenvolver um modelo próprio", cravou a secretária.
A ideia é criar um formato com a nossa cara, totalmente adaptado às marés e à geografia soteropolitana. A rota planejada conectaria a Cidade Baixa, o Subúrbio, o Comércio e outras áreas estratégicas de Salvador, valorizando o uso sustentável do mar e aliviando as avenidas.
Mas não é só botar o barco na água, né? O secretário Pablo Souza destacou que o grande desafio é integrar esse novo modal com o que a gente já usa no dia a dia. A experiência paulista mostrou que é possível ter eficiência, integração tarifária e segurança.
"Em Salvador, o desafio é adaptar esse modelo às condições marítimas, ao perfil dos usuários e à integração com ônibus e metrô, fortalecendo um sistema multimodal”, ressaltou o titular da Semob. Durante a agenda, a equipe soteropolitana trocou uma ideia massa com os gestores paulistas sobre infraestrutura, licenciamento ambiental e operação dos terminais. Agora, é torcer para essa novidade atracar logo por aqui!