
Sabe aqueles casarões fechados e caindo aos pedaços que a gente costuma ver quando passa pelo Comércio? Pois a Prefeitura de Salvador decidiu jogar duro contra o abandono e a subutilização desses espaços. Nesta quarta-feira (25), foram publicados decretos autorizando o município a tomar posse de 36 imóveis abandonados na região.
Essas estruturas ociosas, conhecidas como verdadeiros “elefantes brancos”, viraram um problemão para a segurança e para o desenvolvimento da nossa capital. Com a medida, conduzida pelas secretarias da Fazenda, de Cultura e Turismo (Secult) e pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), o poder público dá um passo largo para mudar essa realidade e dar um novo destino ao bairro que já foi o coração econômico da Bahia.
A ação faz parte do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e tem metas bem claras: revitalizar a região, promover o bem-estar da população, reduzir os riscos à saúde pública e ampliar a segurança. Além disso, a encampação desses imóveis abre portas para a criação de novos projetos habitacionais no Centro Histórico.
A lei é clara: o poder público pode assumir a posse de imóveis privados que tenham sinais evidentes de abandono, como falta de manutenção e uso incompatível com sua função social, especialmente quando o dono "some" ou não consegue justificar o estado do bem. Em contrapartida, a Prefeitura terá que investir para que o espaço passe a ter utilidade para a cidade.
Vistorias e Trabalho em Equipe
Para chegar a essa lista de 36 imóveis, não foi no "chutômetro". A Prefeitura realizou uma identificação preliminar e mandou as equipes técnicas da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Defesa Civil de Salvador (Codesal) para o local.
Eles fizeram vistorias minuciosas, in loco, para atestar as condições estruturais e confirmar legalmente o abandono de cada casarão. Essa integração de forças reafirma o compromisso de Salvador em fazer com que as propriedades cumpram sua função social, dando um verdadeiro "banho de loja" e trazendo a vida de volta ao Comércio.