
Minha gente, Salvador não brinca em serviço quando o assunto é cultura! O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) está preparando um verdadeiro espetáculo para os amantes da arte e da nossa história. Um batalhão de profissionais está trabalhando a todo vapor para colocar de pé a próxima exposição do museu, que traz nada menos que a maior coleção de arte afro-brasileira já repatriada ao Brasil.
É isso mesmo que você leu! São mais de 600 trabalhos de 135 artistas baianos, pernambucanos e cearenses que estavam fora do país e agora voltam para casa. A previsão é que essa belezura toda esteja aberta para visitação já no início de março.
As peças chegaram em Salvador no dia 12 de janeiro e estão passando por aquele trato especial: registro, catalogação e restauração quando precisa. A equipe do Muncab não para! Tem curador, designer, historiador, restaurador... cerca de 130 pessoas envolvidas nessa missão de deixar tudo nos trinques.
O prédio do Muncab, ali na Rua das Vassouras, no coração do Centro Histórico, precisou até de reforma para receber tanta riqueza. O andar da diretoria foi liberado só para abrigar as obras. E olha que o acervo é pesado, viu? Tem gente grande no meio, como J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia e muitos outros mestres.
Essa coleção toda foi doada por duas americanas, Bárbara Cervenka e Marion Jackson, que juntaram essas preciosidades por mais de 30 anos. Elas tentaram devolver o acervo em 2015, mas encontraram portas fechadas em outros lugares. Sorte a nossa! Em 2020, o Muncab abraçou a causa e trouxe esse tesouro para onde ele nunca deveria ter saído.
A diretora do Muncab, Cíntia Maria, contou que foram cinco anos de negociação até bater o martelo. "Ficamos muito felizes por elas terem escolhido o Muncab. É um acervo rico, diverso e que registra um período importante da história do Centro Histórico", destacou.
A logística para trazer tudo de volta envolveu Deus e o mundo: Itamaraty, Ministério da Cultura, Receita Federal e até a Petrobras. Agora, essas obras que retratam o Carnaval, o candomblé, a Irmandade da Boa Morte e nossa luta histórica, finalmente vão brilhar na terra do dendê.
Depois que tudo estiver arrumadinho, o material vai ficar disponível para visitação e pesquisa. O Muncab funciona de terça a domingo, das 10h às 17h. O ingresso é aquele precinho camarada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). E se liga na dica: quarta e domingo a entrada é na faixa, 0800!