
Se você acompanha Big Brother Brasil desde o início, com certeza lembra dele. Adriano de Castro, o artista plástico soteropolitano que marcou a primeira edição do programa, em 2002. Foi ele, inclusive, quem batizou a berlinda de eliminação com o nome que o Brasil todo usa hoje: "Paredão".
Mas, 24 anos depois, o "bicho pegou" para o lado de Adriano de um jeito bem diferente. De figura polêmica de reality show, ele passou a ser investigado e considerado foragido após participar ativamente dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
O Salvador Show resgata essa história e te conta onde anda o ex-brother hoje.
Adriano, que nas redes sociais adotou o apelido de "Didi Red Pill", fez questão de transmitir sua participação na invasão ao Congresso Nacional ao vivo pelo YouTube. Na época, em uma live que durou mais de 4 horas, ele incentivava a massa e celebrava o caos:
"Não era o que todo mundo queria que a gente fosse para o Congresso? Seu desejo está se realizando", dizia ele no vídeo, que foi apagado logo após a repercussão negativa e o início das prisões.
O baiano, conhecido por seu temperamento forte desde a casa mais vigiada do Brasil, virou alvo imediato das investigações da Polícia Federal por incitação e participação nos crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Para não ver o sol nascer quadrado na Papuda, Adriano deu no pé. Pouco tempo depois dos atos, ele reapareceu em vídeos afirmando estar fora do Brasil. "Estou em segurança, bem longe daí", declarou.
Segundo as informações mais recentes confirmadas por agências de investigação e jornalismo investigativo (como a Agência Pública), o ex-BBB estaria vivendo na Polônia. Mesmo foragido da Justiça brasileira, ele não largou o osso da internet: continua produzindo conteúdo político em canais digitais, monetizando seus vídeos e mantendo contato com sua base de seguidores, agora direto do leste europeu.
É triste ver um conterrâneo, que entrou para a história da TV brasileira com uma sacada genial como o "Paredão", terminar nessa situação. Adriano, que no BBB 1 foi eliminado com 74% dos votos (considerada uma rejeição alta na época), hoje enfrenta um julgamento muito maior: o da Justiça e da história.
Enquanto a extradição não acontece, ele segue sua vida no exterior, mas o carimbo de "procurado" pelos atos de Brasília continua manchando sua biografia.