
Vixe, minha gente! Tem história que o tempo passa, mas a Bahia não esquece. Uma das mais impressionantes e dolorosas aconteceu lá em 2009, no interior do estado, e deixou todo mundo de queixo caído: o caso do menino das agulhas.
Na época, o pequeno Roberto Carlos, que tinha apenas 2 anos, virou notícia no mundo inteiro. O motivo? Exames de raio-X mostraram que ele tinha nada menos que 31 agulhas de costura espalhadas pelo corpo. As imagens eram assustadoras e rodaram os jornais daqui e de fora.
O responsável por essa crueldade sem tamanho foi o ex-padrasto da criança, que confessou o crime alegando que fazia parte de rituais de magia negra. O caso aconteceu em Ibotirama, mas o socorro e a repercussão movimentaram Barreiras e depois a nossa capital, Salvador.
Quem viu aquelas imagens achava impossível o menino sobreviver. As agulhas atingiram pulmão, fígado, bexiga e até chegaram pertinho do coração. Foi um corre-corre danado nos hospitais, com médicos da Bahia fazendo o impossível.
O garoto passou por várias cirurgias delicadas para a retirada dos objetos metálicos. A equipe médica foi guerreira e, contra todas as expectativas ruins, Roberto Carlos reagiu. Ele virou um símbolo de força e resistência.
O ex-padrasto foi preso e condenado pela Justiça. Já o menino, que hoje é um jovem rapaz, carregou as marcas dessa história, mas seguiu a vida. Algumas agulhas que não ofereciam risco vital foram deixadas no corpo para evitar cirurgias ainda mais agressivas.
Esse caso serve para lembrar a gente de ficar sempre de olho nas crianças e mostra, também, a competência dos nossos médicos baianos que salvaram essa vida. É de arrepiar só de lembrar, né?