
O recado foi dado: Salvador exige respeito. A turista gaúcha, presa em flagrante nos últimos dias acusada de injúria racial contra um trabalhador no Pelourinho, foi solta neste sábado (24) após passar por audiência de custódia. Mas a liberdade veio com um "freio de mão" puxado.
A Justiça decidiu conceder a liberdade provisória, mas impôs medidas cautelares rigorosas. A principal delas chamou a atenção: a acusada está terminantemente proibida de frequentar o Pelourinho, o palco do crime e coração da nossa cultura. Além disso, ela deve manter distância das testemunhas e da vítima.
A decisão judicial tenta equilibrar a lei com a gravidade do ato que revoltou a Bahia. Embora responda em liberdade, a restrição de acesso ao Centro Histórico soa como uma resposta simbólica: quem não respeita a nossa casa, não é bem-vindo na nossa sala de estar.
Caso descumpra a ordem ou tente contato com a vítima, a prisão preventiva pode ser decretada a qualquer momento. O processo segue rolando e ela terá que responder perante o juiz.
O bafafá triste e revoltante aconteceu quando a mulher, em visita turística, proferiu ofensas de cunho racista contra um trabalhador local (segundo testemunhas, chamando-o de "macaco"). A Polícia Militar agiu rápido, o flagrante foi feito e a população local não deixou barato, cobrando justiça na hora.
O Salvador Show reforça: racismo não é "mal-entendido", é crime inafiançável e imprescritível. Aqui na Roma Negra, o respeito é a lei primeira.