
A prisão do empresário Sérgio Nahas na Praia do Forte trouxe à tona o poder de uma ferramenta que já faz parte do cotidiano de quem circula por Salvador e pelas principais cidades turísticas do estado: o Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA). Mas como, afinal, essas câmeras conseguem identificar um rosto no meio da multidão?
O Salvador Show mergulhou nos dados da SSP para explicar como essa "rede inteligente" funciona e por que ela tem sido tão eficiente neste início de ano. Só nos primeiros 19 dias de 2026, a tecnologia já ajudou a tirar 80 foragidos da Justiça de circulação — uma média de mais de quatro prisões por dia.
Diferente de uma câmera comum, os equipamentos de reconhecimento facial captam pontos biométricos específicos do rosto (como distância entre os olhos, curva da mandíbula e formato do nariz).
Captura em Tempo Real: As imagens são enviadas instantaneamente para o Centro de Operações e Inteligência (COI), no CAB.
Cruzamento de Dados: O sistema cruza os pontos da face captada com as fotos do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).
O Alerta: Quando a similaridade ultrapassa 90%, um alerta é emitido para os policiais mais próximos.
A Abordagem: O agente recebe no celular ou rádio a foto do suspeito e a localização exata, realizando a identificação humana antes de qualquer prisão.
O sistema não está apenas em Salvador. A tecnologia já foi expandida para mais de 80 municípios baianos. No Litoral Norte, pontos estratégicos de entrada e áreas de grande circulação — como condomínios de luxo e vilas turísticas — são monitorados 24h.
Além de foragidos por crimes graves (homicídio, tráfico e estupro), o sistema tem alcançado muitos devedores de pensão alimentícia e pessoas desaparecidas, mostrando sua versatilidade social.
A SSP já confirmou que, para o Carnaval de Salvador, a tecnologia será reforçada nos Portais de Abordagem. Quem tentar entrar nos circuitos Dodô (Barra), Osmar (Campo Grande) ou Batatinha (Pelourinho) passará por barreiras onde as câmeras agem como filtros, impedindo que criminosos aproveitem a aglomeração para se esconder.