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Minha Salvador #Viva Salvador:

Clarindo Silva pergunta: que Centro Histórico é esse?

Quando descemos em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, vemos a antiga Praça do Reggae transformada numa ruína e pior que isso, às vezes, num verdadeiro lixão, agredindo violentamente os olhares das pessoas que por ali transitam.

10/07/2024 às 11h05
Por: Miquel Souzza Fonte: Assessoria de Comunicação.
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Reprodução / Imprensa.
Reprodução / Imprensa.

De maneira muito enfática tenho colocado minha preocupação com o nosso Centro Histórico especialmente nos últimos meses, quando vimos o quase centenário restaurante Colon deixar de ser uma ruína para se transformar em um montão de entulho.

Ver morrer o Porto do Moreira, que tem em cada parede um pedaço da história da minha Bahia e agora vejo com muita tristeza, fechar aqui na Rua Alfredo Brito, a casa que abrigou Jorge Amado, onde funcionou com grande sucesso o Hotel Pelourinho, que oferecia hospedagem e realizava eventos dos mais variados, onde milhares de baianos e turistas puderam desfrutar no mirante a beleza da nossa Bahia de Todos os Santos, onde o artista plástico Iraquitan Sá, deslumbra o mundo, com sua arte em naif.

Quando descemos em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, vemos a antiga Praça do Reggae transformada numa ruína e pior que isso, às vezes, num verdadeiro lixão, agredindo violentamente os olhares das pessoas que por ali transitam.

Se andarmos mais um pouco, vamos chegar na nossa Baixa dos Sapateiros, veia aorta do Pelourinho e batemos de cara com o triste estado de degradação do Cine Teatro Jandaia, lugar onde grandes nomes da cultura universal passaram e porque não falar do Cine Tupy, primeiro cinemascope da minha Bahia linda, mas que os descompassos, às vezes, a fazem feia.

Óbvio que não posso deixar de reconhecer as várias intervenções que têm sido feitas. Confesso que insisto em dizer que se os governos federal, estadual e municipal e a sociedade civil assumirem que nosso Centro Histórico é muito mais do que um Centro Histórico, mas é sobretudo um patrimônio da humanidade, tombado pela UNESCO, dia 3 de dezembro de 1985, de mãos dadas haveremos de concluir as etapas da tão sonhada revitalização.

Fé e resistência!

Clarindo Silva

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