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Memorial 2 de Julho reabre nesta quarta (10) com visita do Batalhão Quebra-Ferro

Ambientes – No local, os visitantes têm acesso a espaços que contam a história da luta do povo baiano pela Independência do Brasil, iniciada em 7 de setembro de 1822, mas finalizada apenas com a campanha no Nordeste, em especial o 2 de julho de 1823, em solo baiano.

10/07/2024 às 05h41
Por: Miquel Souzza Fonte: Assessoria de Comunicação.
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Reprodução / Imprensa. - Jefferson Peixoto e Valter Pontes/Secom PMS
Reprodução / Imprensa. - Jefferson Peixoto e Valter Pontes/Secom PMS
Após estar fechado devido aos preparativos ao 2 de Julho – Independência do Brasil na Bahia, o Memorial Pavilhão 2 de Julho, no Largo da Lapinha, será reaberto nesta quarta-feira (10), a partir das 10h. No ato, será realizada uma visita guiada especial para o Batalhão Quebra-Ferro, crucial na narrativa da festa e para o funcionamento do próprio memorial.
 
Durante este mês, o Memorial estará promovendo visitas também para outros grupos representativos da festa, tais como fanfarras, balizas e grupos de povos indígenas. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 17h, com entrada permitida até às 16h. O acesso é gratuito e ocorre por meio de agendamento, através de pedidos feitos pelo e-mail [email protected].
 
Com o objetivo de destacar tanto a importância histórica da Guerra da Independência da Bahia como o cortejo que celebra anualmente o acontecimento histórico de 1823, o equipamento completa, no próximo dia 17, um ano de funcionamento com alta frequência de visitas, tanto em grupos como individuais, feitas por quem deseje conhecer de forma imersiva este pedaço da história do Brasil na Bahia. De julho de 2023 a junho de 2024, o local recebeu cerca de 8,3 mil visitantes.
 
De acordo com a coordenadora de Equipamentos Culturais da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Renata Camarotti, o local é, principalmente, uma homenagem às pessoas que mantêm viva a celebração. "Falo dos puxadores dos carros, aderecistas, devotos, regentes, músicos, balizas e, é claro, o povo baiano, que a cada ano faz dessa festa um momento de memória, celebração e de reivindicações sociais", explica.
 
Ambientes – No local, os visitantes têm acesso a espaços que contam a história da luta do povo baiano pela Independência do Brasil, iniciada em 7 de setembro de 1822, mas finalizada apenas com a campanha no Nordeste, em especial o 2 de julho de 1823, em solo baiano.
 
No primeiro pavimento (piso térreo), o visitante entra em contato com uma expografia que remete à história do festejo: os carros com as imagens da Cabocla e do Caboclo, representando a miscigenação do povo, bandeiras com palavras, frases e imagens de pessoas que participam da construção e da manutenção da festa. O andar também abriga uma área dedicada ao percurso do cortejo, onde um totem interativo permite ao visitante percorrer o trajeto do 2 de Julho, conhecendo e reconhecendo logradouros, edificações e outras referências que materializam a história.
 
No segundo pavimento, encontram-se placas coloridas com palavras de ordem, trechos de hinos, louvores e celebrações que evocam a natureza de ativismo cívico do festejo. No mesmo patamar, uma exposição interativa mostra a festa através de um mosaico com tablets, fotos e espelhos. Ali, os visitantes podem ver e escutar entrevistas e histórias de pessoas comuns, especialistas e líderes da comunidade, registradas e eternizadas no museu.
 
No terceiro e último pavimento, estão expostos elementos que fazem alusão às fachadas e as janelas de onde moradores do centro antigo assistem aos festejos do 2 de Julho. Uma instalação cenográfica composta por documentos, fotografias e pinturas provoca uma experiência de passeio pelo trajeto do cortejo. Integrados ao ambiente, dois totens interativos trazem a informação dos 200 anos de história, em uma espécie de linha do tempo digital.
 
Batalhão – Composto na maioria por servidores da Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), o Batalhão Quebra-Ferro desempenha um papel essencial nos festejos do 2 de Julho e assume a responsabilidade de conduzir os carros do Caboclo e da Cabocla durante o desfile, no trajeto Lapinha-Campo Grande-Lapinha. Para os membros do grupo, a data magna do estado é muito mais do que apenas um evento a ser coordenado.
 
Os integrantes consideram uma oportunidade ímpar de se reunir, juntamente com as respectivas famílias, em torno de um propósito comum: honrar a história e a identidade baianas, com a responsabilidade de preservar e transmitir às gerações futuras o legado de coragem, resiliência e determinação desses heróis do passado.
 
No caso das imagens, o Caboclo representa os bravos índios e mestiços baianos que lutaram fervorosamente pela Independência da Bahia em 1823. Já a Cabocla, que se uniu às comemorações em 1849, simboliza a grandeza e o papel da Índia Paraguaçu nessa luta histórica. 
 
O Batalhão Quebra-Ferro também une a celebração da Independência com a devoção e a espiritualidade. Durante o desfile, orixás e caboclos são celebrados, e muitas pessoas comparecem para agradecer e fazer pedidos.
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