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Salvador Sonora abre inscrições para estimular carreiras negras e intercâmbio cultural

Mentores – Jordi Amorim é guitarrista, baixista, arranjador, produtor e pesquisador baiano da nova geração. Autor do melhor arranjo do Festival da Educadora FM 2022, traz no currículo a produção de trabalhos de artistas emergentes do cenário soteropolitano como Iane Gonzaga, Lucas Gerbazi e Marí Alves, além de assinar arranjos para Larissa Luz, Baco Exu do Blues, Timbalada e outros.

08/07/2024 às 06h06
Por: Miquel Souzza Fonte: Assessoria de Comunicação.
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Reprodução / Imprensa. - Lucas Moura/Secom PMS
Reprodução / Imprensa. - Lucas Moura/Secom PMS
Para estimular carreiras musicais negras, o intercâmbio cultural e a criação coletiva, profissionais da música serão selecionados através do Projeto Salvador Sonora para uma imersão nos equipamentos Cidade da Música e Casa do Carnaval, ambos localizados no Centro Histórico soteropolitano. As inscrições seguem até o próximo dia 15, através do link https://forms.gle/KM5uK98UMRdYDFBH8.
 
A seleção para a participação no intercâmbio será realizada através de uma chamada pública. Primeira ação oficial da Agência do Trabalhador da Cultura, lançada no dia 22 de maio, o Salvador Sonora selecionará oito artistas soteropolitanos e contará com um artista da Colômbia e um da Argentina, em um espaço de estímulo à criação.
 
Cada selecionado(a/e) para a imersão receberá uma bolsa no valor de R$2 mil, sendo R$500 pagos no dia 5 de agosto, a título de ajuda de custo de transporte e alimentação, e R$1,5 mil a título de cachê pela participação, no dia 12 de agosto. Os trabalhos serão conduzidos por Jordi Amorim e Manuela Rodrigues, ambos profissionais negros, durante os sete dias de imersão.
 
O projeto contará com encontros no estúdio da Cidade da Música da Bahia, no Comércio; Jam final no terraço da Casa do Carnaval da Bahia, na Praça da Sé; além de quatro talks estratégicos para o setor. Poderão se inscrever cantores, instrumentistas e compositores de diferentes ritmos, e haverá reserva de vagas para mulheres e pessoas LGBTQIAPN+.
 
Além dos dez artistas em intercâmbio, o Salvador Sonora tem a expectativa de reunir 400 profissionais da música nos talks, 150 pessoas na Jam, impactando um total de 560 pessoas com o projeto. A iniciativa é patrocinada pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que apresentou à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), através da Diretoria de Cultura, o projeto Somos Grandes, com o intuito de acelerar as capacidades e talentos de artistas e empreendedores emergentes de comunidades afro-latinas e indígenas.
 
A diretora de Cultura da Secult, Maylla Pita, destaca a importância das ações da gestão municipal soteropolitana para incentivar a criação artística. “Sendo Salvador reconhecida mundialmente como Cidade Criativa da Música, é dever do poder público assumir a música como trabalho e fomentar a criação artística e o acesso remunerado dos diversos trabalhadores do setor a espaços de intercâmbio e criação musical.  Na prática, é isso que propõe o Salvador Sonora, esse serviço estratégico que prestamos ao setor cultural, através da Agência do Trabalhador da Cultura, e que se conecta com os potenciais da cidade tanto pela dimensão artística como também pela dimensão identitária, priorizando o trabalho de músicos instrumentistas, de arranjadores, de intérpretes e de compositores negros de Salvador”, afirma.
 
Mentores – Jordi Amorim é guitarrista, baixista, arranjador, produtor e pesquisador baiano da nova geração. Autor do melhor arranjo do Festival da Educadora FM 2022, traz no currículo a produção de trabalhos de artistas emergentes do cenário soteropolitano como Iane Gonzaga, Lucas Gerbazi e Marí Alves, além de assinar arranjos para Larissa Luz, Baco Exu do Blues, Timbalada e outros.
 
Manuela Rodrigues, com 25 anos de carreira, lançou quatro álbuns, incluindo "Grito" (2022) e "Se a Canção Mudasse Tudo" (2016). Graduada e mestre em Canto pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), é professora substituta de Canto na mesma instituição. Estudou música em New Orleans (EUA), passando a mergulhar no universo da experimentação musical. O reconhecimento do trabalho realizado nos dois primeiros discos, “Rotas” (2003) e “Uma outra qualquer por aí” (2011), rendeu à cantora indicações e prêmios no Troféu Caymmi de Música, Festival de Música da Rádio Educadora e Prêmio Braskem de Cultura e Arte.
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