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Seminário municipal discute cultura e demandas do hip hop em Salvador

Promoção da igualdade – O artista de graffite Jocivaldo Silva, conhecido como "Bigod, o Sapo", entende que há uma necessidade de diálogo entre a cultura hip-hop, a rua, o poder público e a sociedade civil.

16/06/2024 às 22h24
Por: Miquel Souzza Fonte: Assessoria de Comunicação.
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Reprodução / Imprensa. - Bruno Concha/Secom PMS
Reprodução / Imprensa. - Bruno Concha/Secom PMS
A Secretaria Municipal da Reparação (Semur) promoveu, na manhã desta quinta-feira (13), o Seminário de Introdução ao Hip-Hop, na Casa das Histórias de Salvador (CHS), no Comércio. O evento teve como objetivo apresentar a cultura hip-hop de Salvador e seus cinco elementos (DJ, MC, Graffite, Break, Conhecimento) a gestores municipais e membros do Comitê do Programa de Combate ao Racismo Institucional da capital baiana, permitindo que a Prefeitura conhecesse, neste primeiro momento, as demandas e aspirações dos artistas desse gênero.
 
De acordo com a titular da Semur, Ivete Sacramento, para propor qualquer política pública, é necessário se apropriar do conhecimento sobre o que o hip hop representa. “A proposta aqui é apresentar para a Prefeitura o que é o hip hop e, em um segundo momento, sentar e discutir a organização de um plano de políticas públicas e ações afirmativas para este movimento, formado por pessoas negras, em uma cidade composta majoritariamente por pessoas negras”, declarou.
 
A poetisa e rapper Má Reputação disse esperar que, a partir da apresentação, a gestão pública compreenda como o hip-hop é fundamental para qualquer atividade que vise reparação e combate ao racismo. “É uma ferramenta educativa e social que promove cultura de paz, autorreconhecimento e fortalecimento da identidade local. É crucial captar recursos não apenas para atrair artistas internacionais ou nacionalmente reconhecidos, mas também para impulsionar artistas locais a alcançarem destaque nos eventos promovidos pela Prefeitura", afirmou.
 
Promoção da igualdade – O artista de graffite Jocivaldo Silva, conhecido como "Bigod, o Sapo", entende que há uma necessidade de diálogo entre a cultura hip-hop, a rua, o poder público e a sociedade civil. "Precisamos mostrar o que é nossa cultura, o que o movimento de rua representa. Ao caminhar pelas ruas de Salvador, você vê cores; à noite na praça, as pessoas dançando. São elementos que já estão integrados à experiência do turista na cidade, à cultura urbana atual, e devem ser valorizados", destacou.
 
Para avaliar a inserção do hip-hop em políticas culturais, programas de combate ao racismo e promoção da igualdade social, foi formado um comitê com a participação da secretária da Semur, Ivete Sacramento; do subsecretário da Secult, Walter Júnior; e de membros do Comitê do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI). Após as apresentações, o comitê e os artistas palestrantes discutiram um plano de ações afirmativas para o movimento hip-hop na cidade.
 
“Esse evento é uma oportunidade de aproximação da cultura hip-hop de Salvador com a gestão, para que possamos conhecer suas demandas e anseios. O movimento, que também participa do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), usa esse espaço sem como uma estratégia para fortalecimento da agenda de políticas públicas”, completou o subsecretário de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Walter Júnior.
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