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Luís Maurício, baixista do Natiruts, encerra sua história com a banda e assume presidência da Associação Brasileira da Cannabis

O músico agora lidera esforços para promover o uso responsável e legal da cannabis e do cânhamo industrial no Brasil

08/06/2024 às 09h53
Por: Miquel Souzza Fonte: Assessoria de Comunicação.
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Reprodução / Imprensa.
Reprodução / Imprensa.

Luís Maurício, músico, baixista e um dos fundadores do Natiruts, está na última turnê de despedida da banda, mas escolheu não descansar. Recentemente, assumiu a presidência da Associação Brasileira da Cannabis e Cânhamo Industrial e está focado em liderar esforços para promover o uso responsável e legal da planta no Brasil. Luís quer levar à população e, principalmente às esferas governamentais, a importância do uso, acesso e investimento na produção da cannabis no país.

 

Na presidência, ele atua em estreita colaboração com autoridades governamentais, profissionais de saúde e a sociedade civil, a fim de promover a conscientização e criar políticas que incentivem o desenvolvimento sustentável dessa indústria emergente. “Encerro com orgulho minha história com o Natiruts, com o sentimento de dever cumprido, mas agora meu objetivo é outro. Lutar pela regulamentação das associações que fazem um trabalho lindo e super importante para a sociedade e o país e mostrar os benefícios que a cannabis e o cânhamo industrial têm”, diz Luís. 

 

“Hoje em dia, o acesso legal ao óleo da cannabis para tratamento de diversas doenças no Brasil é de alto custo, o que dificulta o acesso à população mais pobre. Nossa luta é para tentar democratizar esse acesso. Por exemplo, através da disponibilidade do óleo no SUS e na possibilidade do cultivo da planta. Trazendo a produção para nossas terras,  conseguiríamos além de baratear o custo, gerar empregos e receita para o país”, complementa.

 

De plásticos a papel, passando por confecção de roupas, combustível e fitorremediação, a aplicabilidade da planta também atua como um novo aliado para um mundo mais sustentável, oferecendo inúmeros benefícios ambientais. Além de ser biodegradável, seu cultivo absorve grandes quantidades de CO2, recupera o solo e exige pouca água. O uso da fibra do cânhamo industrial pode reduzir significativamente a exposição a toxinas, poluentes e a utilização de resíduos químicos ainda é zero. “O cânhamo tem um potencial incrível: são mais de 25 mil produtos que podem ser feitos dele e o Brasil, mundialmente conhecido por ser gigante na área de agricultura, tem tudo para produzir e aumentar seu ganho econômico”, explica o músico.

 

Sobre o debate em torno da descriminalização do porte da planta para uso pessoal, Luís comenta: “Do nosso ponto de vista, é muito importante também a questão de rever a definição de quem é usuário e quem é traficante. Por exemplo, se o porte fosse definido em 25g, hoje 30% da população carcerária seria liberada. E temos a certeza de que um jovem que é preso com uma pequena porção de entorpecente e vai conviver com homicidas, assaltantes de banco, estupradores e outros crimes pesados, tende a sair de lá muito pior do que entrou . E essa população é majoritariamente composta por jovens negros e pobres. Seguimos também nesta luta”.

 

Luís Mauricio defende firmemente que a planta tem o potencial de revolucionar não apenas a medicina, mas também a economia e a sociedade como um todo. Seu compromisso é não apenas promover a pesquisa e um acesso mais amplo à cannabis medicinal, mas também destacar as oportunidades de mudanças sociais e crescimento econômico que a indústria do cânhamo oferece para o país.

 

Sobre Luís Mauricio:

Luís Maurício Alves Ribeiro nasceu em Belo Horizonte em 1973. Mudou-se para Brasília em 1975 e, durante a fase escolar, montou a sua primeira banda, “Conexão Brasília”, influenciado pelos grupos do rock brasiliense. Em 1991, ingressou na Universidade de Brasília (UnB) para cursar Arquitetura e Urbanismo. Foi lá que conheceu Alexandre Carlo (vocalista) no time de futebol da universidade. Em 1995, foram realizados os primeiros ensaios da banda “Nativus”, que, em 1999, se tornou o “Natiruts”. Luís se graduou em Arquitetura e Urbanismo, mas o seu destino quis que sua profissão fosse a de músico. Com quase 30 anos de carreira, duas indicações ao Grammy Latino (Melhor Álbum Contemporâneo por “Acústico no Rio de Janeiro” em 2013 e Melhor Canção em Língua Portuguesa pela música “Lágrimas de Alegria em 2021), 11 álbuns gravados, cinco DVDs ao vivo e milhares de álbuns vendidos, o Natiruts se consolidou como uma das maiores bandas do Brasil, atingindo sucesso no país e ao redor do mundo.

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