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Encontro discute propostas de Salvador para redução dos plásticos nos oceanos

Representando a Resilient Cities Network (rede de cidades resilientes), o gerente de programas e gerência Malcolm Robinson Campbell afirmou que o tema vem sendo discutido em outras cidades do mundo.

03/05/2024 às 01h40
Por: Miquel Souzza Fonte: Assessoria de Comunicação.
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Reprodução / Imprensa. - Jefferson Peixoto/Secom PMS
Reprodução / Imprensa. - Jefferson Peixoto/Secom PMS
Durante toda esta terça-feira (30), nos turnos da manhã e da tarde, o auditório da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), no Comércio, é a sede do segundo encontro do workshop participativo do projeto Urban Ocean, sobre inovações na área de resiliência, em especial na redução do consumo de plástico. O evento visa promover o conhecimento sobre as quantidades alarmantes de plástico nos oceanos, ajudando cidades a desenvolver projetos que promovam a sustentabilidade.
O secretário de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, explicou que outros workshops já ocorreram para discutir o diagnóstico feito pela Startup Solos, sobre os plásticos, os fabricantes e a forma de descarte. “Daí, chegamos a identificar cenários e oportunidades que vamos apresentar hoje. São cinco projetos piloto que podem contribuir para acabar com o plástico no oceano. Hoje é um workshop participativo, com a participação de cooperativas, organizações sociais e academia, para discutir este diagnóstico e chegar a uma única proposta, que levaremos a um evento internacional para captar recursos para desenvolver essa iniciativa em Salvador”.
A fundadora da Solos e mediadora do workshop, Saville Alves, ressaltou a satisfação em trazer a iniciativa para Salvador, com uma solução inovadora e aplicável para as prioridades relacionadas à economia circular e despoluição de mares e oceanos. “Esse momento é de trazer representantes da sociedade civil, setor privado e Prefeitura para debaterem a prioridade e como tornar essas oportunidades em realizações. Foram mais de 60 cidades onde o estudo foi aplicado e temos características que tornam Salvador uma cidade singular. Trazer essa solução para cá é uma oportunidade de descentralizar, saindo do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Brasília (DF), trazendo os tomadores de decisão internacionais para colaborar com a nossa cidade”, disse.
Representando a Resilient Cities Network (rede de cidades resilientes), o gerente de programas e gerência Malcolm Robinson Campbell afirmou que o tema vem sendo discutido em outras cidades do mundo. “No caso de Salvador, é importante a participação de todos os atores do setor público para compartilharmos perspectivas e buscar soluções resilientes, que não só trata da temática da gestão de resíduos, mas outros sistemas como saneamento, educação, saúde, como um sistema integral. A ideia é de que possamos criar, com a participação da população, uma solução que vai além, atendendo as prioridades dos cidadãos”.
O diretor de projeto do Urban Ocean em conservação do oceano, Daniel Padilla Ochoa, destacou que é importante que a primeira cidade brasileira a receber a iniciativa seja Salvador, também pioneira no país a se unir à instituição. “As condições são perfeitas: temos as cooperativas que trabalham para a qualidade do plástico, há um interesse do governo, e mais que isso, tem a cultura, que se une ao oceano e à costa. O que estamos esperando hoje é juntar todos para discutir os projetos, identificando dois a três que sirvam para reduzir a contaminação plástica, melhorar a questão dos resíduos e incrementar a resiliência da cidade. Em um próximo encontro, vamos identificar a forma de financiar esses projetos”, avaliou.
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